Em entrevista coletiva, Luiz Bertipaglia destacou importância de refletir sobre memória da cidade
Crédito: Divulgação / FILO 2012
O diretor do Festival Internacional de Londrina (FILO), Luiz Bertipaglia, anunciou esta manhã, durante entrevista coletiva para a imprensa, a programação artística e formativa de deste ano. O tema Memória foi o escolhido pela organização do festival para marcar a edição de 44 anos do FILO.
“O incêndio que atingiu o Teatro Ouro Verde nos despertou para a necessidade de levar a sociedade a refletir sobre a memória de seus espaços e a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade”, comentou o diretor. Participaram também da coletiva o secretário municipal de Cultura, Aldo Moraes, a vice-reitora da Universidade Estadual de Londrina , Berenice Jordão, e a representante da Caixa Econômica Federal, Silvia Regina França.
Bertipaglia destacou que, com a ausência do Teatro Ouro Verde, houve uma reafirmação da necessidade de espaços para a realização de eventos culturais como o Festival. “Todos os anos, por causa desta falta de locais adequados, o FILO precisa buscar alternativas e equipar estes lugares, transformando-os em teatros temporários”, explicou. Com isso, salientou Bertipaglia, o Festival acaba destinando parte de seus recursos financeiros para readequar salas de apresentação.
O diretor do FILO garantiu, no entanto, que a programação não foi alterada por causa da fatalidade que atingiu o Teatro Ouro Verde. “Tivemos que cancelar apenas um espetáculo que estava previsto na grade por não haver espaço adequado para sua apresentação”, comentou. No entanto, o FILO buscou adaptar a programação, ampliando o número de apresentações de alguns espetáculos para compensar a falta de espaço para o público. “Por exemplo, uma determinada atração que seria apresentada no Ouro Verde em dois dias, ficará em cartaz por quatro dias em um lugar menor”, disse.
A vice-reitora da UEL, Berenice Jordão, destacou a importância do FILO para Londrina e também da parceira da instituição para a realização do evento. “Estamos trabalhando juntos desde o início e, com a falta do Teatro Ouro Verde, tivemos que pensar em maneiras de não prejudicar a programação”. A vice-reitora disse ainda, que este também deve ser um momento de reafirmar a necessidade de reconstruir o teatro destruído por um incêndio em fevereiro deste ano. “O próprio FILO poderá ser um motor propulsor para discutirmos a recuperação do Ouro Verde”, observou.
O secretário Aldo Moraes ressaltou a importância do FILO para a cidade. Ele destacou que o governo municipal, por meio do Promic, também mantém um importante suporte para que o evento aconteça neste momento de dificuldade.