O Filo

HISTÓRIA

O Festival Internacional de Londrina é o mais antigo do continente e uma parte importante da história cultural do País. Criado em 1968, o Festival de Londrina cumpriu um roteiro cultural e histórico, registrando e fazendo a travessia dos períodos sóciopolíticos que marcaram de forma contundente as quatro últimas décadas de nossa história.

Conhecido por apresentar espetáculos de reconhecido valor artístico, estético e de reflexão crítica, todos os anos o FILO transforma Londrina em um grande palco de encontros de artistas, idéias, expressões e público.

Em 20 anos, evoluiu de local para regional, de nacional para latino-americano e internacional. Sempre antecipando conceitos de liberdade de expressão, democracia, cidadania e globalização. Em 1988, o Festival realizou a Mostra Latino-Americana de Teatro, a primeira do Brasil. Um marco histórico para nosso País. Grupos teatrais apresentavam um painel de inquietude, de mudanças e de crítica social.

Desde então, o Festival tornou-se internacional e hoje é reconhecido mundialmente, tendo recebido expoentes do teatro universal como Kazuo Ohno, Odin Teatret e Eugênio Barba, De la Guarda, Wim Vandekeybus & Última Vez, Les Ballets C. de la B., Derevo, Volksbühne, Carbono 14, Theatre des Bouffes du Nord (companhia de Peter Brook), bem como os grandes nomes do teatro nacional.

Além da grande mostra das diferentes tendências contemporâneas das artes, o Festival realiza programações voltadas a comunidades vulneráveis e excluídas do processo criativo, democratizando a produção, o acesso e a fruição dos bens e serviços culturais.

Inclusão cultural de comunidades e grupos vulneráveis e excluídos é a proposta dos projetos socioculturais, desenvolvidos desde 2.000 como forma de estimular o potencial inventivo e permitir a expressão da criatividade desses grupos, que deixam de ser espectadores e passam a ser criadores.

A atuação do FILO passa também pela preocupação com ações que contribuam para a pesquisa, a produção e circulação das artes para a infância no Brasil. A programação de espetáculos infantis é reflexo da preocupação constante do evento em trabalhar a formação de cidadãos, de um público atento e crítico, e em apresentar a diversidade cultural para crianças, promovendo uma integração social e estética.

A inclusão do Cabaré FILO, em 1989, na programação do Festival enfatizou ainda mais seu caráter de festival de todas as artes. Ocupando antigos barracões de café, fábricas desativadas, oficinas mecânicas, hangares e espaços públicos, o Cabaré aproveitou cada lugar escolhido e o transformou em um painel de multiplicações artísticas. A música sobe ao palco, o teatro canta, as artes plásticas se movimentam e as tribos da cidade encontram uma aldeia de tons, ritmos, cores, luzes, letras.

Web Analytics