O FILO apóia esta ação – Simpósio Internacional Teatro e Transformação Social – UEM

A Universidade Estadual de Maringá promove, nos dias 9 e 10 de março, o Simpósio Internacional Brasil, EUA, Canadá Teatro e Transformação Social: possibilidades do uso da performance como estratégia de intervenção social. A solenidade de abertura será no dia 9, às 19 horas, na Oficina de Teatro. Na pauta, discussão sobre relação entre teatro, desenvolvimento e comunidade; modelos práticos e teóricos de teatro e desenvolvimento; desenvolvimento e construção da peça teatral. Está programada uma oficina: Ferramentas Performáticas para o Desenvolvimento Comunitário, com Ester Farmer (USA) e Dale Hamilton (Canadá). Além disso, o Grupo Teatro Universitário de Maringá apresenta a peça A Visita da Velha Senhora.

As inscrições podem ser feitas pelo site da PAD, digitando o código 3107. A taxa é de R$ 30,00 para estudantes e de R$ 50,00 para os demais. O evento, que contará com tradução e vagas limitadas, é voltado para psicólogos, assistentes sociais, artistas, educadores e estudantes universitários. O simpósio é organizado pelos departamentos de Psicologia e de Música (curso de Artes Cênicas) da UEM, em parceria com a Secretaria de Assistência Social de Cidadania de Maringá. Outras informações no site http://teatroesociedade.blogspot.com ou e-mail murilomoscheta@me.com.

(fonte – site UEM)

Carta do Recife – Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas

A 18ª Edição do Janeiro de Grandes Espetáculos – Recife, realizado de 11 a 29 de janeiro de 2012, não foi apenas a realização de mais um grande Festival Internacional de Teatro. Este ano, durante a realização do primeiro encontro, em 2012, do Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, que fez parte da programação do Festival, foi retirada a “Carta do Recife”.

Em um momento de tantas mudanças e dificuldades, os membros do Núcleo reclamam por uma política pública específica para os Festivais de Artes Cênicas, cuja importância e interferência direta na vida cultural, social, política e econômica junto à sociedade não pode mais ser negada.

Assim, pela importância e urgência nesta discussão, segue publicada a “Carta do Recife”, na íntegra.

UM PASSO A FRENTE – POR UMA POLÍTICA PÚBLICA
PARA OS FESTIVAIS DE ARTES CÊNICAS

O Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, desde 2003, vem atuando de forma compartilhada e cooperativa para a difusão das artes cênicas, mobilizando a cada ano um público de mais de meio milhão de espectadores. Composto hoje por oito dos principais festivais internacionais brasileiros, reunidos em Recife, por ocasião do 18º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco, vem a público propor um debate amplo e expressivo sobre a necessidade urgente da construção de uma política pública para os festivais realizados no país.

Entendemos que esta política deve responder aos desafios colocados pelo avançado estágio de complexidade das artes cênicas brasileiras e ser capaz de criar um sistema orgânico, democrático e participativo, que viabilize a sustentabilidade dos festivais, independente de sua abrangência regional, nacional ou internacional.

Os festivais contribuem decisivamente para a difusão e circulação da produção de artes cênicas, promovem um abrangente trabalho de formação de público, fomentam o intercâmbio nacional e internacional, investem na qualificação artística, técnica e de gestão, contribuem para a difusão da imagem do Brasil no exterior, além de impulsionar mercados de trabalho e economias locais. Geram também uma interface com outros setores da economia e da sociedade, tais como turismo, educação, tecnologia, comunicação, ação social, entre outros.

Em 2011, os festivais do Núcleo apresentaram 81 espetáculos internacionais vindos dos cinco continentes; 289 espetáculos nacionais de todas as regiões do país; ocupando um total de 173 espaços, dentre teatros, centros culturais e palcos em praças e ruas das oito cidades onde foram realizados. Dos recursos públicos e privados investidos na realização destes festivais, cerca de setenta por cento, retornaram para a economia local.

É importante reconhecer os avanços das ações e políticas desenvolvidas para a cultura nos últimos anos. Ampliou-se o acesso à produção dos bens culturais apostando no desenvolvimento, na inclusão e na participação. Por outro lado, os festivais de artes cênicas não foram objeto de um debate mais amplo e de criação de programas e políticas específicas para este importante setor.

Assim como para vários outros segmentos culturais, o ano de 2011, não foi bom para os festivais internacionais de artes cênicas. Para citar um exemplo, as recentes restrições da Lei de Diretrizes Orçamentárias impediram o repasse financeiro do Ministério da Cultura às associações de caráter privado sem fins lucrativos, e assim, os reduzidos recursos historicamente destinados pela FUNARTE a estes eventos não chegaram à maioria dos festivais.

Os representantes dos oito festivais que compõem atualmente o Núcleo, que incluem regiões e realidades diversas, identificam que seguem existindo históricas dificuldades para o desenvolvimento dos festivais no país e uma imensa lacuna em relação a uma política pública consolidada, nas três esferas de governo. Uma política que vislumbre ações e metas de longo prazo, destinada ao fomento deste segmento que desempenha papel estruturante e fundamental nas artes cênicas.

Por tudo isso, acreditamos que este é o momento da abertura de novos canais para reaproximação com as instâncias de poder e da sociedade, apostando, assim, em promissores caminhos para o desenvolvimento das artes cênicas de nosso país.

Nesse contexto o Núcleo de Festivais de Artes Cênicas do Brasil apresenta aqui suas diretrizes, estabelecendo como meta maior a contribuição na construção de uma política pública para os festivais.

1-A busca de um modelo de financiamento e gestão que se adeque às necessidades específicas dos festivais e aponte para uma estratégia de continuidade e consolidação;

2-Criação de canais de interlocução com ministérios diversos, além do Ministério da Cultura, buscando uma solução geral para os marcos regulatórios trabalhistas, fiscais e tributário;

3-Fomento à criação de encontros e redes relacionadas à produção de festivais de dança, circo e teatro;

4- Criação de um grupo de trabalho interministerial com o objetivo de tratar de questões transversais à realização de festivais;

5-Realização, pelo poder público, de estudos e pesquisas sobre os impactos artístico e econômico dos festivais;

6-Revisão da proibição do Governo Federal de realizar repasse de recursos diretamente a entidades da sociedade civil sem fins lucrativos;

7-Ampliação do dialogo com as três esferas de governo, iniciativa privada, meios de comunicação e sociedade em geral, reforçando a importância estratégica da realização dos festivais para o desenvolvimento artístico e econômico do Brasil.

Recife, 29 de janeiro de 2012

Porto Alegre Em Cena (RS)
Festival Internacional de Teatro – Palco & Rua de Belo Horizonte (MG)
FIAC Bahia (BA)
Janeiro de Grandes Espetáculos (PE)
Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP)
Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília (DF)
Festival Internacional de Londrina (PR)
TEMPO_FESTIVAL das Artes (RJ)

FILO 2012

Festival Internacional de Londrina 2012.

de 08 a 30 de junho.

FILO  –  44 anos de encontros,
discussões e arte.

 

teatro, dança, circo, mostra infantil, shows, oficinas, lançamentos.

 

Venha fazer parte desta história!

Projeto Cidade Ativa faz festa no aniversário de Londrina

Para comemorar os 77 anos da cidade de Londrina, o Projeto Cidade Ativa traz um ícone da música brasileira Edvaldo Santana e banda. O show acontece no próximo dia 09 de dezembro, às 19h, na Concha Acústica – centro, o seu mais novo trabalho o show do cd Jatái.

Edvaldo vem acompanhado de sua banda com os músicos Ricardo Lopes Garcia, Benevides Oliveira Chiréia, Reinaldo Jose Arcanjo, Leandro Pacagnella e Tonho Penhasco.

Patrocinado pelo Promic, com apoio da Amén e coordenado pelos produtores culturais Valéria Victório e Jorge Fordiani, o Projeto Cidade Ativa realizou em 2011, durante seis meses, oito shows com estilos musicais diferentes, mas todos com grande qualidade artística musical.

Passaram pelos palcos do projeto o gaitista de renome internacional Flávio Guimarães e o guitarista Otávio Rocha, leia-se Blues Etílico; a Banda Sarará Criolo, o Grupo Instrumental Mesapá 4, Banda Boa, Bloco Bafo Quente, Bacalhau Samba Rock Club e, Antonio Costa, com seu Universo Quintal, além do Circo Teatro sem Lona, de Maringá que se apresenta no próximo dia 17, em parceria com a Ação Cultural.

SERVIÇO:

O que: SHOW EDVALDO SANTANA E BANDA – cd JATAÍ

Quando: 09/12 (sexta-feira)

Onde: Concha Acústica – centro

Horário: 19h

Ingresso: aberto – espaço público

Maiores informações Projeto Cidade Ativa

Fone: (43) 9655.7439
Sobre o cd e o show

Quem se movimenta recebe, quem se desloca tem preferência” é com essa sabedoria da linguagem futebolística que podemos compreender a ginga inquieta e ousada por onde se desenvolve a obra de Edvaldo Santana. Em seu sétimo álbum solo chamado “Jataí”, interpreta músicas inéditas e flerta com a arte em sua gestação primitiva. Em busca da simplicidade, a concepção musical do álbum, está baseada na estrutura que traz a execução instrumental e a sonoridade da voz para bem perto do ouvinte, criando intimidades entre o som o ouvido a mente o coração, para isso abrindo mão de algumas perfumarias tecnológicas como a reverberação de duração longa e o uso excessivo de compressores. Há nesse trabalho uma estética contemporânea que reflete a música criada por paulistanos com ancestrais nordestinos, os tons e timbres são peculiares e sutis na sua dimensão urbana, inventando novos códigos de relacionamento dentro da música produzida no mundo.

Produzido em parceria com o guitarrista e amigo Luiz Waack, em Jataí o bardo paulistano expõe seus sentimentos de periferido, com a sapiência dos caboclos e a alma dos negros, fazendo suas alquimias com a música dos renegados, contribuindo no envolvimento estético entre o blues o samba o country o mambo o bolero o baião o rock o reggae a guarania o xote a toada, incorporando nas suas idéias as referencias artísticas de Adoniran Barbosa, Robert Johnson, Luiz Gonzaga, Tom Waits, Jackson do Pandeiro, Woody Guthrie, Cartola, Bob Marley, Jorge Benjor, Buena Vista, Dorival Caymmi, Tibaji, Miltinho e Gilberto Gil.

Jataí tem momentos de banjo, gaita, violão e voz grave, como tem levadas inventivas de congas, bateria, baixo, guitarra e sanfona, é variado, mas se mantém íntegro, inteiro em seu conceito musical.

Nas letras os temas também são diversos, vão desde “A Poda da Rosa”, escrita para um jardineiro que evitou o ferimento de crianças na saída da aula escolar, como em “Quando Deus quer até o diabo ajuda”, onde Edvaldo reforça sua condição otimista diante da vida que leva. Na linguagem das palavras há invenções singulares onde as tonalidades e rimas do universo cordelesco se encontram fragmentadas na gíria da periferia urbana, que em contato com elementos da cultura negra e indígena, proporcionam a liberdade dos movimentos fonéticos.

Os músicos Reinaldo Chulapa-Baixo, Ricardo Garcia-percussão e Luiz Waack-guitarra, juntamente com o violão de Edvaldo formaram a base musical do álbum e foram incumbidos de produzir espaços para a letra e servir de cama harmônica e rítmica para os músicos convidados, criando arranjos com atmosferas sonoras determinantes no conceito semi-acústico do cd.

Vários convidados dão brilho especial a Jataí- de Buenos Aires baixou Mintcho Garramone músico argentino que gravou a sua participação na terra de Astor Piazzola. Também tem os paulistanos da vanguarda Paulo Lepetit no baixo e Marco da Costa na bateria que tocaram em “Nada no mundo é igual” e em “Sem Cobiça”, Kuki Stolarski doou sua batida preciosa . Edvaldo Santana homenageia Waldir Aguiar amigo e produtor em “Aí Joe”, canção onde brilha o piano acústico de Daniel Szafran. Canta seus ancestrais em “Eva Maria dos Anjos” um samba- morna-ijexá com as participações especiais de Fabiana Cozza na voz e Simone Julian na flauta. A sanfona jazzística de Antonio Bombarda está presente em “Jataí”, xote-reggae que dá título ao álbum e em “Há muitas luas” a gaita do curitibano Bené Chiréia aproxima o baião do rock e do blues. Ainda no campo das participações vale destacar o piano elétrico suingado de Adriano Magôo em “Amor é de Graça”.

A capa é uma criação de Elifas Andreato sobre a Jataí espécie de abelha sem ferrão, que possui no mel que produz, além do sabor especial, varias propriedades medicinais de cura.

Técnica Klauss Vianna, para preparação de ator, aula interativa com Ceres Vittori

A Vila Espaço das Artes/ Teatro FILO  realiza, hoje, uma aula interativa, com a  professora Ceres Vittori. O tema a Técnica Klauss Vianna, para preparação de ator. A aula é gratuita tem início às 18h30

 A aula interativa na Técnica Klauss Vianna é uma vivência corporal que oferece a possibilidade a qualquer pessoa interessada de experimentar no próprio corpo, de forma lúdica e criativa, os fundamentos do movimento consciente, proposto pelo bailarino e pesquisador Klauss Vianna. Divisor de águas no que concerne ao trabalho de preparação corporal e coreografia no teatro brasileiro, sua técnica transcende a arte para ser entendida como um caminho de autoconhecimento para a expressão do homem no mundo.

 A aula interativa será ministrada pela atriz, bailarina, coreógrafa e doutora do departamento de Música e Artes Cênicas da UEL, Ceres Vittori.

 A proposta de uma aula interativa é parte do Projeto de Pesquisa desenvolvido na UEL desde 2008: “Técnica Klauss Vianna e Dramaturgia Corporal: estudo sistêmico de movimento consciente em trabalho de atores”, com o objetivo de promover experiências cênicas que permitam perceber o processo evolutivo do corpo.

Esta programação fecha as atividades do Ciclo de Idéias Teatrais, realizado  na Vila Espaço das Artes com curadoria de Danielli Pereira e Renato Forin.

 SERVIÇO

O Que: Aula Interativa – Técnica Klauss Vianna para preparação do ator

Ministrante : Ceres Vittori

Quando: Dia: 17 de novembro (quinta-feira)

Horário: 18h30

Onde: Vila Espaço das Artes/ Teatro FILO

Endereço: Rua Cuiabá, n° 39

Quanto: Livre com vagas limitadas (20 alunos)

Apresentação única do espetáculo MOLOCH – testemunha Allen Guinsberg, com o ator Frances François Kahn, no Teatro FILO

MOLOCH-Testemunha-Allen-GuinsbergA Vila Espaço das Artes / Teatro FILO recebe o espetáculo MOLOCH- Testemunha: Allen Guinsberg, com o ator Frances François Kahn.

François Kanh se apresenta amanhã, (10 – quinta-feira), às 20h30. A apresentação é uma promoção da Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL

Moloch/Testemunha:Allen Ginsberg é uma adaptação de Kanh ,a partir dos atos do “Processo dos Sete e Chicago” e do ensaio “Uma solidão pública” de Fernanda Pivano.

Entre 1969 e 1970 realizou-se nos Estados Unidos o processo contra “os Sete de Chicago”, expoentes de uma galáxia de movimentos que ia dos hippie aos Panteras negras, responsáveis por haver organizado uma manifestação pela “preservação do planeta” e contra a guerra no Vietnã, o que resultou em conflitos duros e ataques ferozes da policia. Em linha com a cultura do tempo, o rito judiciário logo se transformou num paradoxal happening, com por exemplo um dos acusados vestido de índio, um outro que se declarava oficialmente cidadão da “Woodstock Nation”, e um ultimo amarrado e amordaçado por ordem do juiz.

Em dezembro de 1969 foi chamado a depor, como testemunha da defesa, o poeta Allen Ginsberg, a voz mais forte e famosa da beat generation. No contrainterrogatório, a procuradoria pública tenta de todos os modos desacreditá-lo, ridicularizando as suas práticas religiosas hinduístas e induzindo suspeitas sobre suas relações com a droga e a homossexualidade. Mas Ginsberg, quando convidado a ler seus textos sob acusa, inverteu pontualmente as insinuações até calar a aula, deixando o público todo em pé, comovido, enquanto recita os fragmentos mais significativos de Uivo.

É possível, com um material tão anômalo, trama singular de mantra, reflexões poéticas e inquisição processual, recolhidos então num pequeno livro por uma observadora de exceção, Fernanda Pivano, tentar construir um espetáculo?

O fez, e com resultado surpreendente, François Kahn. Para denunciar intolerância e repressão se poderia, claro, ter enfrentado situações bem mais trágicas e emblemáticas. O próprio processo, no fundo, foi um inútil psicodrama, anulado poucos dias depois por vício de forma. No entanto Moloch, próprio na sua atipicidade, abre uma extraordinária brecha de época, oferece um olhar intenso sobre o que Ginsberg definiu como ” consciência psicodélica”, nos permite enquadrar uma das mais inquietas inteligências do nosso tempo através de uma perspectiva tão singular. Sobretudo o próprio andamento do interrogatório assume uma cadência potentemente teatral, em um crescer de tensões que culmina nas palavras de Uivo, capaz – num tal contexto – de deixar o espectador dos dias de hoje emocionado e silencioso, assim como ficaram trinta e dois anos atrás os freqüentadores do tribunal de Chicago.(Renato Palazzi – IL SOLE 24 ORE – 22.IV.2001)

Glossário

Beat : Foi Jack Kerouac que utilizou a palavra beat, que se referia à batida rítmica no jazz, para definir uma nova maneira de escrever e por extensão um grupo de escritores: a beat generation.

Bezendrina: Nome comercial de um remédio a base de anfetamina.

Hip: Adjetivo usado com admiração para descrever pessoas ou coisas “ao passo com os tempos”, na moda, no certo, em contraste com quem é careta ou retrógrado, square.

Hippie: Membro do movimento de contracultura que nasceu nos USA nos anos 60, também conhecido como os filhos das flores. Em reação ao conformismo burguês dos anos do pós-guerra, uma larga fatia dos jovens americanos adotaram uma filosofia e um estilo de vida inspirado nos princípios ecológicos, pacifistas e libertários. A música rock, os blue-jeans e um comportamento desinibido em relação à sexualidade foram identificados como o estilo de vida hippie. O uso de substâncias alucinógenas e a prática da desobediência civil ( nos casos de conflitos de consciência ou de oposição ideológica) pintou os hippies sob uma luz negativa aos olhos do poder.

L.S.D: Dietilamida do ácido lisérgico. Substância alucinógena sintetizada em 1938 e difundida por Timothy Leary.

Moloch (Moloc): Deus cananeo do fogo, pelo qual os pais queimavam as próprias crianças como sacrifício propiciatório. “Não darás nenhum de teus filhos para fazê-los passar pelo fogo em honra de Moloc.” Levitico 18. 21.

Allen Ginsberg nasceu em Paterson, New Jersey,em 1926 e morreu em New York em 1997. Poeta estadunidense entre os maiores protagonistas da beat generation. A sua formação foi marcada, na origem, pela personalidade do pai, poeta e professor, e pela a da mãe, judia russa e comunista militante, destruída pela doença mental e pelos tratamentos psiquiátricos. Mais tarde, em New York, encontrou Jack Kerouac, que o introduziu no jazz, e William Burroughs, que o guiou na experiência visionária das drogas. Em 1949, o encontro em um hospital psiquiátrico com o poeta Carl Solomon (a quem dedicará Uivo em 1956) o confirmou na sua escolha social da marginalidade como ato de protesto contra o Moloch do capitalismo americano e de mística comunhão com os indigentes, os novos santos da América subterrânea. A poesia Kaddish (1960) escrita em memória da mãe, é a narração, modulada nos ritmos da oração hebraica aos mortos, da relação entre mãe e filho, divididos pela loucura, e conciliados enfim na palavra. As viagens à Índia e ao Japão, o aprofundamento do pensamento budista e zen marcam os sucessivos itinerários de Allen Ginsberg: do compromisso público do profeta da paz, Noticias do planeta (1968), até a desilusão de A queda da América (1972) e a nova fase sobre o tema da música, Primeiros blues, rags, baladas e cantos com o armonium (1975) e da meditação, Respirações mentais (1977).

François Kahn nasce na França em 1949, estuda biologia na Universidade de Nantes. Faz parte do Grupo “Théâtre de l’Expérience” em Paris de 1972 até a criação coletiva “Le Golem” em 1975. No mesmo período, encontra Jerzy Grotowski e em seguida participa como guia de vários projetos para-teatrais do Teatr Laboratorium dirigido por Jerzy Grotowski a Wroclaw (Polônia), até 1981. Faz parte do “Gruppo Internazionale l’Avventura” de Volterra (Itália) de 1986 à 1985 e participa da direção e criação de vários ateliers organizado pelo grupo: Viae – Actions dans la ville – L’atelier.

Em 1986 volta a dedicar-se ao teatro como ator e diretor. De 1982 a 1996 participa como ator e dramaturgo dos espetáculos ( em particular a Trilogia: “Laggiù soffia” – “Era” – “In carne e ossa”) de Roberto Bacci, diretor do Centro per la Sperimentazione e la Ricerca Teatrale de Pontedera. No mesmo período dirige os espetáculos “Quentin”, “Rahel”, “Primo Amore” e “Alice”.

Em 1991 começa a sua colaboração artística com Humberto Brevilheri. A Partir de 1995 cria o projeto TEATROdaCAMERA no qual atua como ator em espetáculos baseados em textos literários (Marcel Proust – Gérard de Nerval – Franz Kafka). Em 1998, convidado por Cesare Lievi, diretor do Centro Teatrale Bresciano, cria dois espetáculos: “Il Sogno e la vita” ( baseado na obra de E.T.A Hoffmann) e “O Marinheiro” (de Fernando Pessoa).

Em 1999 se estabelece em Cremona onde prossegue o projeto TEATROdaCAMERA com os espetáculos “Moloch / testemunha: Allen Ginsberg”, “La Marchesa di O.” de Heinrich von Kleist e “Viagem a Izu” de Kawabata Yusunari. Em Cremona, junto com Humberto Brevilheri e Anne Zenour, é diretor artístico do Espaço de trabalho Dedalus.

Atualmente vive em Paris onde funda a associação Odradek Theatre. Enquanto autor, ator e diretor, cria em maio de 2009, no âmbito do Festival Fabbrica Europa de Florença, o espetáculo “Les Dormeurs”, segundo Walt Whitman e, em março 2010 na França, o espetáculo “Nuisibles” segundo Jean-Loup Trassard. Em 2011 prossegue o projeto TEATROdaCAMERA com a criação do monólogo “Musica Lontana” baseado no conto “Os mortos” de James Joyce.

Desde 1986 desenvolve paralelamente à criação de espetáculos um intenso trabalho pedagógico, dirigindo vários laboratórios e oficinas que resultam na realização e apresentação de um espetáculo teatral. Dessa maneira tem colaborado com a Scuola d’Arte Drammatica Paolo Grassi de Milão e Scuola Nico Pepe de Udine, o C.R.S.T de Pontedera e a Accademia dei Filodrammatici de Milão. Visita regularmente o Brasil, associando apresentações de espetáculos em português( Josefine, a cantora – O Relatório – A vista de Delft) com as oficinas para jovens atores, em Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Diamantina e Ouro Preto.

SERVIÇO:

O que: Espetáculo: “Moloch / Testemunha: Allen Guinsberg”, com François Kahn

Direção: François Kahn

Quando: 10/11 (quinta-feira)

Onde: Espaço das Artes / Teatro FILO

Horário: 20h30

Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes e professores de quaisquer instituições e servidores da UEL).

Venda antecipada: Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura;

Av. Duque de Caxias, 3391 (a partir do dia 07/11),

Bilheteria do Teatro (somente no dia da apresentação do espetáculo, a partir das 18:00h).

 

Maiores informações na Divisão de Artes Cênicas  –

Fone: (43) 3322 1030